Page 14 - Pragas & Ambiente | 02
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                                                     P Pr ra ag ga as s      / /   U Ur rb ba an na as s

                                                 Prevenção e Controlo
          Atualmente, os métodos de controlo físico são utilizados em substituição dos métodos de controlo químico para
       controlar as populações de carraças. Ações de divulgação sobre o ciclo biológico das carraças e de métodos preventivos
       para evitar a proliferação de carraças em propriedades privadas são muito úteis à população que, geralmente, se mostra
       interessada em perpetrar pequenas modificações e a adotar novos comportamentos nas suas casas e localidades para
       reduzir  o  número  de  carraças.  O  controlo  integrado  destes  artrópodes  utiliza  métodos  de  controlo  físico,  químico,
       biológico e educacional.

          Controlo Físico
          Com este método pretende-se reduzir a densidade populacional de carraças e impedir o contacto com a população
       humana.  Exige  um  conhecimento  detalhado  da  área  de  trabalho,  do  ciclo  de  vida  das  espécies  presentes  e  uma
       coordenação  organizada  entre  as  entidades  de  interessadas  (municípios,  parque  naturais,  entidades  particulares,
       empresas privadas, etc.) e os responsáveis pelo programa de controlo. Os
       exemplos  mais  comuns  de  controlo  físico  são:  Limpeza  e  aragem  de
       terrenos  baldios  –  Eliminação  de  pilhas  de  lenha  ou  muros  de  pedra
       próximo  das  moradias  –  Gestão  das  zonas  húmidas  –  Controlo  de
       populações de animais silváticos.

          Controlo Químico
          Esta foi a metodologia mais aplicada na luta contra carraças e consiste na aplicação de acaricidas de origem sintética
       no ambiente ou nos animais domésticos e de companhia.

          Controlo Biológico
          O  controlo  biológico  envolve  a  utilização  cuidada  de  um  predador,  agente  patogénico,  parasita,  competidor  ou
       toxina produzida por um microrganismo para reduzir a ecossistema, relativamente aos acaricidas convencionais, e a alta
       especificidade com que se ataca a população alvo a controlar.
          Durante  anos  em  Portugal  só  se  pensou  nas  carraças  como  uns
       parasitas residentes que aparecem nos nossos animais domésticos.
          Nunca  se  pensou  na  sua  imensa  importância  como  vetores  de
       agentes de doença e causadores de enormes prejuízos ao nível das
       explorações  pecuárias  e  da  saúde  pública.  Apesar  de  ser impossível
       erradicar as carraças temos de pensar em medidas de controlo de luta
       que impeçam a diminuição de pragas e o estabelecimento de novos
       focos de doenças.
          O  conhecimento  das  pestes  ixodológicas,  a  sua  distribuição
       geográfica  e  hospedeiros  associados  permite-nos  estabelecer
       atividades  de  vigilância  epidemiológica  para  que  as  medidas  de
       prevenção,  controlo  e  mitigação  possam  ser  implementadas
       atempadamente.


       Pombos – um problema de Saúde Pública

       Os Pombos podem transmitir diversas doenças  ao ser humano, especialmente se houver contato com as fezes
       secas. A inalação de resíduos fecais de pombos, juntamente com a poeira urbana, pode  levar a alergias de
       pele e a graves problemas de respiração. Fezes de pombos, secas e contaminadas por fungos, podem causar
       micoses  e  problemas  respiratórios  semelhantes  à  meningite,  como  a  histoplasmose  e  criptococose  ou  a
       clamidiose,  as  quais  possuem sintomas  variados,  desde  febre  até  problemas  respiratórios.  Deve-se  tomar
       precaução  em  áreas  frequentadas  habitualmente  por  estes  animais,  como  as  praças  públicas.  Em  casas,
       escolas e apartamentos, os pombos também podem aparecer, onde param para comer restos de alimentos,
       lixos  ou  rações,  permitindo  assim,  um  eventual  contágio.  Além  disso,  existe  ácaros  sobre  os  pombos
       (ectoparasitas), os quais podem desencadear reações alérgicas.
       As fezes das pombas podem conter Salmonella e assim, contaminar alimentos, causando grandes prejuízos à
       saúde, como intoxicação alimentar.
       Doenças  que  os  pombos  podem  transmitir:  criptococose;  histoplasmose;  ornitose;  salmonelose;
       toxoplasmose;  encefalite;  dermatites;  alergias  respiratórias;  doença de Newcastle;  aspergilose;  tuberculose
       aviária.

       Associação Nacional de Controlo de Pragas Urbanas

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